Os Marcos Regulatórios das duas últimas décadas dos países latino-americanos reformaram as regulamentações florestais. As reformas das políticas florestais se esforçaram para promover a proteção dos recursos florestais e do incentivo à adoção de práticas de exploração de impacto reduzido.

Estas políticas fortaleciam os direitos de concessão a longo prazo, que são mais fáceis de controlar, e baseavam a alocação de direitos de exploração em licitações públicas. Infelizmente, as novas regras foram complexas, e por vezes não reconheceriam a diversidade dos ecossistemas florestais.

Muitas vezes, empresas madeireiras e usuários de florestas locais (incluindo indígenas e pequenos proprietários) enfrentam estas regras, e justificadamente reclamam que as regulamentações florestais são indevidamente complicadas, foram criadas por autoridades que não entendem seus contextos ecológicos e os recursos financeiros necessários para apoiar a adoção das práticas requeridas.

A exigência de conformidade com regulamentos florestais complexos para realizar operações de exploração madeireira comercial criou, em alguns casos, barreiras institucionais. As empresas acham extremamente difícil de cumprir as regulamentações florestais. Uma reação generalizada a essa situação é que as regras geralmente são descumpridas. Embora o governo brasileiro tenha investido substancialmente em sistemas de monitoramento os agentes florestais não têm capacidade suficiente para verificar a legalidade da madeiras transportadas das áreas de produção para os centros de processamento.

No Brasil, as leis e regulamentações estão se tornando altamente complexas, de modo que muitos madeireiros, incluindo pequenos exploradores e comunidades, estão sendo levados a justiça. Os procedimentos e leis complexas também são um problema para o estado, que não tem capacidade de avaliar e julgar os casos.

Em geral, as regulamentações excessivamente complexas e dispendiosas desestimulam os proprietários rurais a administrar formalmente seus produtos florestais, aumentando as dificuldades que os usuários florestais enfrentam ao tentar implementar estas regulamentações.